sexta-feira, 24 de abril de 2015

A velhice

A velhice

que a alma povoa,
relembra o divino.
Espelha-te forte no classicismo da
palavra, do gesto, do sentimento.

Sou velha. Mais do que o corpo exprime,
mais do que a saudade 
deixa antever.

Carrego em mim
o poder criativo divinal,
como segredo sobrenatural
...oh poética do ser.

Quero emulsionar a carne
em banhos de criatividade tal,
divinizando o humano.

Oceano


É o vento que te atira e desenha as formas.
Entregas-te ao teu escultor, banhada por sol e batizada por chuva.
Acolhes as bênçãos e preservas-te,
imutavelmente belo.
Permites que a vida circule 
dentro e,
quieto quedas
autorizando, a vida lá fora.

Man Boy


Her body lays
where women are.
The sweetness of belonging 
at a boy's smile.
The nudity mirrors love
incarnated through a kiss.
She is Venus
as she loves.
She is a girl,
playing innocently.
She caresses with her eyes closed.
The unsaid of words...is
the writing of being.
The souls' devotional love
is there...waiting, sharing, patiently.
The softness of you is felt in me,boy.