sábado, 14 de maio de 2011

Dia cinco


As legislativas


No próximo dia cinco devemos, como cidadãos contribuintes responsáveis, dirigir-nos à nossa Assembleia de Voto e dizer de nossa justiça quem deve governar o nosso país. Lembrando, em particular, os últimos trinta e sete, dez e dois anos das nossas vidas.
O balanço realizado deve ser o mais realista e objectivo possível. Sem olhar a cores políticas e focar a nossa atenção na história recente, refletindo sobre protagonistas e desempenhos. Sobre ações e consequências: tal como num romance ou outra qualquer novela da Globo ou um qualquer jogo de futebol. Quem pode perdoar a estes treinadores? Quem pode não reagir aos vilãos de qualquer história de terror? Quem pode ficar impassível perante o empobrecimento de uma nação?  
Espero que nós não! Onde quer que estejamos ou sejam quais forem os afazeres. De modo a que seja qual for o desfecho, tenhamos tido uma palavra a dizer, uma intervenção qualquer, de qualquer tipo. Um voto, por exemplo.
Quem não comparece atreve-se a dar a sua palavra a outros. Quem vota em branco – o dito de protesto- acaba por não penalizar nada nem ninguém e retira a capacidade de dar voz a alguns cidadãos que se deslocaram às urnas.
Mas independentemente das políticas, dos intervenientes ou das gravosas consequências, o pior já sucedeu!
O pior de todos os males é mesmo não teremos a coragem de ter voz. O silêncio é a pior resposta possível a toda e qualquer situação. Se tivéssemos, no passado, vocalizado as dores e exprimindo o que nos vai na alma, apresentado argumentos, esgrimindo estratégias de acordo com a nossa mente. Hoje, de certo, não estaríamos aqui. No meio do tudo e do nada. A única vantagem é que tudo ainda nos é possível. Ainda estamos numa Democracia. Ainda não alteraram a Constituição. Ainda não fizeram sair outro código de trabalho. Façamos, pois enquanto ainda podemos, que o nosso futuro não seja pior do que o presente.
Dia cinco vem dizer a todos o que pensas. Por nós e por ti.

domingo, 8 de maio de 2011

Apesar de tudo

Apesar da


comemoração, da festa...não tenho vontade de sorrir, falar ou conviver.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A demanda pessoal

Ontem,

inquiriram-me sobre o significado da palavra "quest" em Português.
Procura, demanda, retorqui.

Regressei ao passado, acedi à minha pessoa noutro formato quando ainda dava toda a importância e significado à minha demanda. Às respostas às minhas perguntas.

Muitas achei à custa de muito trabalho, esforço e sobretudo, amor mas a algumas outras falta-lhes a merecida conclusão.

Falta-me a ousadia da conclusão. Falta-me a razão da suspensão da conclusão.

Viver não pode ser só viver o dia a dia empurrando a barriga para a frente. ..

A não visitação da escrita

Dias e dias passados sem a calmia poderosa da escrita. Nem mesmo na sua forma lida.

Que solidão! Que falta de equilíbrio!


A mente só regressa ao seu poder total quando se inteira: não vale a pena esperar a vida toda por milagres. Sê o milagre!

Lutar contra a falta de ousadia de inovar de encontrar respostas cá dentro. É aqui que elas estão. Comigo.