As legislativas
No próximo dia cinco devemos, como cidadãos contribuintes responsáveis, dirigir-nos à nossa Assembleia de Voto e dizer de nossa justiça quem deve governar o nosso país. Lembrando, em particular, os últimos trinta e sete, dez e dois anos das nossas vidas.
O balanço realizado deve ser o mais realista e objectivo possível. Sem olhar a cores políticas e focar a nossa atenção na história recente, refletindo sobre protagonistas e desempenhos. Sobre ações e consequências: tal como num romance ou outra qualquer novela da Globo ou um qualquer jogo de futebol. Quem pode perdoar a estes treinadores? Quem pode não reagir aos vilãos de qualquer história de terror? Quem pode ficar impassível perante o empobrecimento de uma nação?
Espero que nós não! Onde quer que estejamos ou sejam quais forem os afazeres. De modo a que seja qual for o desfecho, tenhamos tido uma palavra a dizer, uma intervenção qualquer, de qualquer tipo. Um voto, por exemplo.
Quem não comparece atreve-se a dar a sua palavra a outros. Quem vota em branco – o dito de protesto- acaba por não penalizar nada nem ninguém e retira a capacidade de dar voz a alguns cidadãos que se deslocaram às urnas.
Mas independentemente das políticas, dos intervenientes ou das gravosas consequências, o pior já sucedeu!
O pior de todos os males é mesmo não teremos a coragem de ter voz. O silêncio é a pior resposta possível a toda e qualquer situação. Se tivéssemos, no passado, vocalizado as dores e exprimindo o que nos vai na alma, apresentado argumentos, esgrimindo estratégias de acordo com a nossa mente. Hoje, de certo, não estaríamos aqui. No meio do tudo e do nada. A única vantagem é que tudo ainda nos é possível. Ainda estamos numa Democracia. Ainda não alteraram a Constituição. Ainda não fizeram sair outro código de trabalho. Façamos, pois enquanto ainda podemos, que o nosso futuro não seja pior do que o presente.
Dia cinco vem dizer a todos o que pensas. Por nós e por ti.

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