segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Para um concurso...

Não sei a que sabe a tua pele. A que deste a ela e me ofereces a mim. Já te vi suar e batizar com água o líquido do teu corpo. A carne sacrificada brilha com a doçura do teu ser.
Olho-te e sei. Ouço-te falar, embalada pelos teus movimentos e, cá dentro, o universo comunica. Corais de luz, espelham a tua alma.
A caneta pertence-me mas a escrita não é minha...é a oferta distante de te saber próximo.
            Num bater de coração, canto o sentimento ditado pelo teu corpo: historial humano esculpido com e pelo amor. Apesar da minha canção, a tua tem contornos especiais: é do pó que nasce, é da sujidade que se erga, purificada pela voz do sábio paciente. E entrego-me.
Ó Estrela-guia, conduz-me pelo caminho de forma serena e humilde. Só o som da tua mão e a sombra do teu ser...me abençoam a caminhada.

            A estrada é pavimentada de dor e agruras chorantes que patenteiam os meus dias, qual mosaicos dolorosos, ferem-me o ser. No entanto, beijas-me e tudo fica bem porque tudo está bem.

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