domingo, 5 de julho de 2015

Saga de linhas errantes



Quotidianamente, caio.
Busca errante na procura
de padrões lúcidos,
num corpo que se tece divino.

Humanamente...
vejo sujidade, escombros e pó.
Pó és, pó serás.

Raciocino a verdade e contemplo,
chorando,
as marcas visíveis da guerra.

O templo está intacto,
mas profanado.
As brigas desferidas, a igualdade dos dias,
a dedicação quase exclusiva
ao sofrimento,
acumularam excessos...

A rotina circular demonstra
a poderosa queda.

A luz divina, em mim,
reflete a séria responsabilidade
do amanhã.

É a mim que me compete
o riso, desferido graças à maturidade das feridas.

Consenti, acedi,permiti à vida
que me encontrasse no chão.
Comi restos e vi
que eram bons.
Rezei como pude e servi como sabia.
Semeando, encarrego-me de viver
no dia-a-dia.

Ensino ... mas o próximo
é que deve aprender.

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