"Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo."- Clarice Lispector
domingo, 5 de julho de 2015
Saga de linhas errantes
Quotidianamente, caio.
Busca errante na procura
de padrões lúcidos,
num corpo que se tece divino.
Humanamente...
vejo sujidade, escombros e pó.
Pó és, pó serás.
Raciocino a verdade e contemplo,
chorando,
as marcas visíveis da guerra.
O templo está intacto,
mas profanado.
As brigas desferidas, a igualdade dos dias,
a dedicação quase exclusiva
ao sofrimento,
acumularam excessos...
A rotina circular demonstra
a poderosa queda.
A luz divina, em mim,
reflete a séria responsabilidade
do amanhã.
É a mim que me compete
o riso, desferido graças à maturidade das feridas.
Consenti, acedi,permiti à vida
que me encontrasse no chão.
Comi restos e vi
que eram bons.
Rezei como pude e servi como sabia.
Semeando, encarrego-me de viver
no dia-a-dia.
Ensino ... mas o próximo
é que deve aprender.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário