domingo, 27 de novembro de 2016

Mini-Conto


A escola da vida




-Professor, tenho uma dúvida! Posso enviá-la via e-mail?

-Se quiser. Amanhã continuaremos a refletir sobre o inconsciente coletivo.  Podem sair.

Através do outro, reconheço-me e evoluo. – Redijo no final deste trabalho de psicologia...Estarei na área 

correta?

-Só o tempo o dirá, Sofia. – Retorquiu o Rui.

- Auto e hetero-psicanálise familiar também conta para o currículo ? A relação mãe-filha, sobretudo. 

Depois deste trabalho, descobri como um pai pode danificar um filho!

-Até amanhã, Rui!- Fecho a porta do carro e suspiro. Rodo a chave na ignição e penso como estes 

trabalhos efetuados em psicologia tornam-me eficiente nas sucessivas auto-análises. Em consequência, 

diagnostico-me o princípio de uma depressão.

Demasiado trabalho, por certo. Percebi mais:  como me mutilo emocionalmente. Apaziguo e abuso-me 

através da comida. Claro, tenho impulsos recorrentes de procura inconsciente da normalidade. Estou 

sempre a recriar-me mecanicamente sem saber, como me encontrar feliz de novo...

Restam os esforços conscientes de me amar e satisfazer. Amar e entregar-me ao próximo não é difícil. 

Confiar que eu mereça amor e dar-mo é a ação mais custosa porque os exemplos exteriores não são os 

necessários. Falta de input adequado.

Nada mau...será que consigo fazer igual a doente, no consultório!?

Sem comentários:

Enviar um comentário