A escola da vida
-Professor, tenho uma dúvida! Posso enviá-la via e-mail?
-Se quiser. Amanhã continuaremos a refletir sobre o inconsciente coletivo. Podem sair.
Através do outro, reconheço-me e evoluo. – Redijo no final deste trabalho de psicologia...Estarei na área
correta?
-Só o tempo o dirá, Sofia. – Retorquiu o Rui.
- Auto e hetero-psicanálise familiar também conta para o currículo ? A relação mãe-filha, sobretudo.
Depois deste trabalho, descobri como um pai pode danificar um filho!
-Até amanhã, Rui!- Fecho a porta do carro e suspiro. Rodo a chave na ignição e penso como estes
trabalhos efetuados em psicologia tornam-me eficiente nas sucessivas auto-análises. Em consequência,
diagnostico-me o princípio de uma depressão.
Demasiado trabalho, por certo. Percebi mais: como me mutilo emocionalmente. Apaziguo e abuso-me
através da comida. Claro, tenho impulsos recorrentes de procura inconsciente da normalidade. Estou
sempre a recriar-me mecanicamente sem saber, como me encontrar feliz de novo...
Restam os esforços conscientes de me amar e satisfazer. Amar e entregar-me ao próximo não é difícil.
Confiar que eu mereça amor e dar-mo é a ação mais custosa porque os exemplos exteriores não são os
necessários. Falta de input adequado.
Nada mau...será que consigo fazer igual a doente, no consultório!?
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